Dr. Edgar Sarmento: terapia por ondas de choque para disfunção erétil em Brasília
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Ondas de choque para disfunção erétil: funciona mesmo ou é só marketing?

7 min de leitura Por Dr. Edgar Sarmento
Dr. Edgar Oliveira Sarmento, Urologista e Andrologista

Dr. Edgar Oliveira Sarmento Urologista e Andrologista · CRM-DF 21907 · RQE 19458

Médico formado em 2012, com Residências Médicas em Cirurgia Geral e Urologia e pós-graduação em Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva. Atua em Andrologia (a área que cuida da saúde do homem, com foco em sexualidade e infertilidade), com prática clínica orientada por evidências científicas.

Conteúdo escrito e revisado por médico · Atualizado em 08 Jul 2026

A terapia por ondas de choque virou moda para a disfunção erétil, mas o que a ciência realmente mostra? Entenda para quem ela pode ajudar, o que dizem as sociedades médicas e por que desconfiar de promessas de cura.

Em resumo

A terapia por ondas de choque de baixa intensidade usa ondas acústicas no pênis para estimular a formação de novos vasos e melhorar a circulação do tecido erétil. A melhor evidência aparece na disfunção erétil de causa vascular, leve a moderada, e em alguns homens que não respondem bem ao comprimido. Ainda é considerada em estudo pelas principais sociedades, não é cura garantida e não substitui a investigação da causa da disfunção erétil.

Toda semana surge uma clínica anunciando as ondas de choque como a cura milagrosa da disfunção erétil, sem comprimido e sem cirurgia. Como andrologista, meu papel não é vender esperança, e sim te contar o que a ciência de verdade mostra. E a resposta é mais honesta do que a propaganda: pode ajudar sim, mas para um perfil específico e sem promessa de milagre.

O que é a terapia por ondas de choque

A técnica, chamada de Li-ESWT, aplica ondas acústicas de baixa intensidade no pênis. A ideia é estimular a formação de novos vasos sanguíneos (neovascularização) e melhorar a circulação do tecido erétil. É um procedimento feito em consultório, sem cortes e geralmente bem tolerado.

Para quem pode ajudar

Aqui está o ponto-chave. A melhor evidência aparece na disfunção erétil de causa vascular, leve a moderada, e em alguns homens que respondem mal aos inibidores de PDE5 (o comprimido). Para disfunção de causa hormonal, neurológica ou psicológica, ela não é o caminho. Ou seja, não é um tratamento para todo mundo.

O que dizem as sociedades médicas

  • AUA (Estados Unidos): considera a terapia investigacional, com recomendação condicional, a ser oferecida em contexto experimental.
  • EAU (Europa): reconhece como uma opção possível para disfunção vascular leve a moderada, porém com força de recomendação fraca.
  • SBU (Brasil): não a coloca como tratamento padrão, exige consentimento livre e esclarecido e ressalta que faltam dados de longo prazo.

A própria Sociedade Brasileira de Urologia alerta contra o marketing sem comprovação e lembra que parâmetros básicos (frequência, energia e tempo de tratamento) ainda não foram padronizados. Desconfie de quem promete cura garantida.

Não substitui investigar a causa

Nunca é demais repetir: a disfunção erétil costuma ser um sinal da saúde geral, principalmente do coração. Fazer ondas de choque sem investigar o que está por trás é tratar o sintoma e ignorar o aviso. A avaliação da causa vem sempre primeiro.


Se você tem curiosidade sobre a terapia por ondas de choque, o melhor caminho é uma avaliação séria, para saber se você é candidato e com quais expectativas. Agende uma consulta e vamos conversar sem marketing, só com a verdade.

Perguntas frequentes

As ondas de choque curam a disfunção erétil?

Não há evidência robusta de cura nem de resultado a longo prazo. Estudos mostram melhora por alguns meses em parte dos pacientes, mas o método ainda é considerado em investigação pelas sociedades de urologia.

Para quem tende a funcionar melhor?

Para homens com disfunção erétil de causa vascular, leve a moderada, e em alguns casos para quem responde mal aos comprimidos. Não é indicada para todos os tipos de disfunção erétil.

Preciso investigar a causa antes de fazer o tratamento?

Sim. A disfunção erétil pode sinalizar doença do coração, diabetes ou alteração hormonal. A terapia por ondas de choque não substitui a avaliação clínica da causa.

É um tratamento aprovado como padrão?

Não. A AUA a classifica como investigacional e a Sociedade Brasileira de Urologia não a coloca como tratamento padrão, exigindo consentimento e deixando claro que faltam dados de longo prazo.

Tem risco no procedimento?

A maioria dos estudos aponta baixo risco e boa tolerância, mas com acompanhamento de curta duração. Por isso o ideal é fazer com expectativa realista e depois de investigar a causa.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

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