Dr. Edgar Sarmento — tratamento de ejaculação precoce em Brasília
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Ejaculação precoce: a queixa sexual mais comum do homem — e a mais cercada de mitos

8 min de leitura Por Dr. Edgar Sarmento
Dr. Edgar Oliveira Sarmento — Urologista e Andrologista

Dr. Edgar Oliveira Sarmento Urologista e Andrologista · CRM-DF 21907 · RQE 19458

Médico formado em 2012, com Residências Médicas em Cirurgia Geral e Urologia e pós-graduação em Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva. Atua em Andrologia — a área que cuida da saúde do homem, com foco em sexualidade e infertilidade —, com prática clínica orientada por evidências científicas.

Conteúdo escrito e revisado por médico · Atualizado em 27 Abr 2026

Mais frequente que a disfunção erétil, a ejaculação precoce afeta milhões de homens e tem tratamento eficaz. Entenda as causas reais e por que 'técnicas caseiras' não bastam.

Em resumo

A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina mais comum, afetando cerca de 20% a 30% dos homens em algum momento da vida. É definida pela ejaculação que ocorre antes do desejado (cerca de 1 minuto na forma desde sempre, ou queda para ~3 minutos na forma adquirida), com dificuldade de controle e sofrimento. Apesar de muito comum, tem tratamento eficaz, combinando técnicas comportamentais, medicamentos e anestésicos tópicos.

Surpreende muita gente, mas a ejaculação precoce (EP) é a disfunção sexual mais comum do homem — mais frequente até que a disfunção erétil. Estima-se que afete cerca de 1 em cada 3 homens em algum momento da vida. Ainda assim, é cercada de vergonha, silêncio e, principalmente, desinformação.

A frustração de não conseguir controlar o tempo, o impacto na autoestima e na relação levam muitos a buscarem 'técnicas caseiras' e soluções de internet que raramente resolvem. A verdade é que a EP é uma condição médica — e tem tratamento eficaz.

O que é, de fato, ejaculação precoce

A Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM) define a EP por três critérios combinados: ejaculação que ocorre em cerca de 1 minuto da penetração (forma de sempre) ou com redução significativa para cerca de 3 minutos ou menos (forma adquirida); incapacidade de retardar a ejaculação; e consequências pessoais negativas, como sofrimento e evitação da intimidade. A distinção entre a forma primária (desde o início da vida sexual) e a adquirida (que surge depois) é importante para o tratamento.

Não é só 'cabeça' — há causas físicas

Por muito tempo a EP foi tratada como problema puramente psicológico. Hoje sabemos que ela é multifatorial. Os fatores incluem:

  • Neurobiológicos: alterações nos níveis de serotonina, que regula o reflexo ejaculatório.
  • Hormonais e inflamatórios: alterações da tireoide e prostatites podem estar envolvidas.
  • Associação com disfunção erétil: o medo de perder a ereção acelera a ejaculação.
  • Psicológicos: ansiedade de desempenho, estresse e expectativas irreais.

Ejaculação precoce não se resolve apenas com 'força de vontade' ou pensando em outra coisa. Quando há sofrimento, há indicação de avaliação — e de tratamento sério.

Como trato a ejaculação precoce

O tratamento é individualizado e costuma combinar abordagens: técnicas comportamentais como 'para-começa' (stop-start) e 'compressão' (squeeze); medicações que prolongam o tempo até a ejaculação — os ISRS, com destaque para a dapoxetina de uso sob demanda; anestésicos tópicos (lidocaína/prilocaína), que podem aumentar o tempo de forma expressiva; o tratamento da disfunção erétil quando associada (tratada primeiro); e, quando necessário, apoio psicológico. Combinar terapia comportamental e medicação tende a superar cada abordagem isolada.


Você não precisa conviver com a frustração nem se contentar com soluções de internet. A ejaculação precoce tem tratamento, e o primeiro passo é uma conversa franca, sem julgamento. Agende sua avaliação.

Perguntas frequentes

Qual o tempo considerado normal e a partir de quando é ejaculação precoce?

Não existe um tempo 'ideal' único. A definição da ISSM considera ejaculação precoce quando ela ocorre em cerca de 1 minuto (forma de sempre) ou cai para cerca de 3 minutos ou menos (forma adquirida), com incapacidade de retardar e sofrimento pessoal.

A ejaculação precoce tem cura?

É altamente tratável, com boas taxas de sucesso quando se combinam terapia comportamental e medicação. A forma 'de sempre' pode não ter cura definitiva, mas é muito bem controlada com o tratamento adequado.

Ejaculação precoce e disfunção erétil são a mesma coisa?

Não. São disfunções distintas, mas que frequentemente coexistem — cerca de 30% dos homens com ejaculação precoce também têm disfunção erétil. Quando há as duas, costuma-se tratar primeiro a disfunção erétil.

Quais medicamentos são usados no tratamento?

As diretrizes recomendam ISRS (como a dapoxetina, de uso sob demanda, onde disponível) e anestésicos tópicos no pênis (lidocaína/prilocaína). Todos devem ser prescritos e acompanhados por médico.

As técnicas comportamentais funcionam?

Sim. Técnicas como 'para-começa' (stop-start) e 'compressão' (squeeze), associadas a psicoeducação, melhoram o controle. Combiná-las com medicação tende a ser mais eficaz do que cada abordagem isolada.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

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