Dr. Edgar Sarmento: apneia do sono, testosterona e saúde sexual em Brasília
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Ronco e apneia do sono: o inimigo silencioso da sua testosterona

8 min de leitura Por Dr. Edgar Sarmento
Dr. Edgar Oliveira Sarmento, Urologista e Andrologista

Dr. Edgar Oliveira Sarmento Urologista e Andrologista · CRM-DF 21907 · RQE 19458

Médico formado em 2012, com Residências Médicas em Cirurgia Geral e Urologia e pós-graduação em Cirurgia Robótica e Minimamente Invasiva. Atua em Andrologia (a área que cuida da saúde do homem, com foco em sexualidade e infertilidade), com prática clínica orientada por evidências científicas.

Responsável editorial: Dr. Edgar Oliveira Sarmento · Publicado em 13 Jul 2026

Dormir mal não é só cansaço. A apneia do sono fragmenta o sono, reduz a oxigenação e se associa a testosterona mais baixa e a mais disfunção erétil. Entenda a conexão e o que fazer.

Em resumo

A apneia obstrutiva do sono fragmenta o sono e reduz a oxigenação durante a noite, e é justamente dormindo que o homem produz boa parte da testosterona. Estudos associam a apneia a níveis mais baixos do hormônio e a mais queixas de disfunção erétil. Tratar a apneia melhora a função erétil, e a perda de peso é o fator mais consistente para recuperar a testosterona. Ronco alto com pausas e sono não reparador merece investigação.

Tem um paciente que aparece bastante no meu consultório: cansado, sem libido, sem disposição, com dificuldade de ereção. Ele acha que é a idade ou o estresse do trabalho. Aí eu pergunto uma coisa que parece fora de contexto: você ronca? sua esposa já disse que você para de respirar dormindo? E a resposta muda o rumo da consulta.

A apneia obstrutiva do sono é um dos inimigos mais silenciosos e mais subdiagnosticados da saúde sexual e hormonal masculina. E a conexão é bem direta, como vou explicar.

Você fabrica testosterona dormindo

Esse é o ponto central. Boa parte da produção de testosterona acontece durante o sono, principalmente nas fases profundas. Quando o sono é picotado, essa produção é prejudicada. E não é só teoria: em um estudo clássico, dormir cerca de 5 horas por noite durante uma semana reduziu a testosterona de homens jovens saudáveis em 10% a 15%, algo comparável a envelhecer 10 a 15 anos.

O que a apneia faz com o seu corpo

Na apneia obstrutiva, a via aérea colaba várias vezes por noite. O resultado é um combo ruim: sono fragmentado (com micro despertares que você nem percebe), menos sono profundo e queda da oxigenação. Análises que reuniram dezenas de estudos mostram testosterona significativamente mais baixa em homens com apneia do que em quem não tem.

Uma ressalva honesta: obesidade e idade caminham junto com a apneia, e é difícil separar o efeito de cada um. Por isso falamos em forte associação, e não em relação de causa isolada. Na prática clínica, o que importa é que os três costumam vir no mesmo pacote.

E a ereção?

A ligação também aparece. Séries clínicas mostram alta frequência de disfunção erétil entre homens com apneia, e quanto mais grave a apneia, pior tende a ser a função erétil. No Brasil, um estudo populacional feito em São Paulo encontrou associação entre apneia mais intensa, redução do sono REM e maior chance de disfunção erétil, com a testosterona baixa entrando como fator adicional.

Os sinais de alerta

  • Ronco alto, com pausas na respiração percebidas por quem dorme ao lado.
  • Engasgos ou sensação de sufocamento durante a noite.
  • Sonolência excessiva de dia, mesmo tendo passado horas na cama.
  • Dor de cabeça ao acordar, irritabilidade e dificuldade de concentração.
  • Excesso de peso e pescoço mais largo aumentam bastante o risco.

O que fazer

Se há suspeita, o caminho é investigar o sono com exame apropriado. Sobre o tratamento, sou transparente com o paciente: o CPAP melhora a função erétil e as ereções noturnas, mas seu efeito isolado sobre a testosterona é inconsistente nos estudos. Quem mostra associação clara com aumento do hormônio é a perda de peso. Por isso o melhor resultado costuma vir de tratar a apneia e cuidar do peso ao mesmo tempo.

Atenção importante: a orientação é não iniciar reposição de testosterona em quem tem apneia grave não tratada. Trata-se a apneia primeiro, e só então se reavalia o hormônio.


Se você ronca, acorda cansado e anda sentindo queda de libido e de disposição, talvez o problema não esteja só no hormônio, e sim no seu sono. Agende uma avaliação e vamos investigar essa conexão que muita gente ignora.

Como este conteúdo foi produzido: texto redigido com apoio de inteligência artificial a partir de pauta, fontes e limites definidos pela equipe de Dr. Edgar Oliveira Sarmento (CRM-DF 21907), que responde por ele. Publicado sob responsabilidade editorial do médico; a revisão clínica, quando registrada na plataforma, aparece nesta página com a data.

Perguntas frequentes

Roncar alto significa que minha testosterona está baixa?

Roncar sozinho não define nada. Mas ronco alto com pausas na respiração, engasgos e sonolência durante o dia sugere apneia do sono, e a apneia está associada a testosterona mais baixa. O caminho certo é investigar o sono, não presumir o diagnóstico.

A apneia do sono pode ser a causa da minha disfunção erétil?

Pode ser um fator importante. Séries clínicas mostram alta frequência de disfunção erétil em homens com apneia, e quanto mais grave a apneia, pior tende a ser a função erétil. Ainda assim, idade e outras doenças pesam junto, por isso a avaliação é individual.

Se eu usar o CPAP, minha ereção melhora?

A evidência aponta melhora da função erétil e das ereções noturnas com o CPAP. Vale saber que ele costuma ser menos potente que os medicamentos específicos para ereção, e que a combinação dos dois tende a funcionar melhor do que o CPAP sozinho.

O CPAP normaliza a testosterona?

Não de forma consistente. Análises que reuniram vários estudos não encontraram mudança significativa da testosterona apenas com o CPAP. O que mostra associação clara com aumento do hormônio é a perda de peso, o que reforça tratar as duas coisas juntas.

Posso repor testosterona se tenho apneia do sono?

É preciso cautela. As recomendações orientam não iniciar reposição em quem tem apneia obstrutiva grave não tratada. O caminho seguro é tratar primeiro a apneia e reavaliar os hormônios depois, sempre com acompanhamento.

Fontes e referências

Este conteúdo foi baseado em fontes médicas reconhecidas:

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente.

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